quinta-feira, 3 de novembro de 2011

FINAL DO ANO.


Fim de ano é uma época estranha. Há muita hipocrisia pairando no ar, mas também há muita bondade. Há muita felicidade de um lado e muita tristeza do outro. Normalmente esses dois lados existem na mesma pessoa.

Quem nunca desejou um próspero ano novo pra algum desgraçado que tentou lhe ferrar durante o ano, só por educação. Sim, nós também somos hipócritas. Se não fôssemos, volta e meia voltaríamos para casa com as roupas rasgadas e um pouco de sangue, seja no rosto ou nos punhos.

Durante o ano também há essa balança, mas quando chega dezembro as coisas ficam mais extremas, para ambos os lados. Talvez seja porque quando o ano está quase terminando, as pessoas sentem o tempo passar de verdade. 

Durante o ano ficamos tão alienados a isso que só percebemos que estamos ficando velhos nessa época de mudança de números, que na verdade só faz diferença no papel. É uma ilusão. O espaço de tempo das 23:30h do dia 31/12 para 0:30 do dia 01/01 continua sendo de meia hora.

As pessoas tendem a pensar sobre as coisas que deveriam ter feito até agora e não fizeram. Objetivos financeiros, afetivos, pessoais, qualquer coisa nos planos que deu errado se torna um tormento. O ano está acabando, e agora?

Gasta-se muito, come-se muito, vive-se muito, chora-se muito. Tudo muito. Muito desgastante.

E em janeiro é aquela ressaca cruel e implacável, pelo menos para quem não viaja. E só termina depois do carnaval, aí começa tudo outra vez.


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